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Começou ontem o II Congresso Internacional da Cogovernança

Evento reuniu cerca de 700 participantes para discutir as relações e ações públicas a partir da cogovernança



Após meses de espera, ontem teve início o II Congresso Internacional de Cogovernança: “A cogovernança como processo de construção de fraternidade na política, a partir das cidades”. O evento acontece de 09 a 12 de Outubro, pela plataforma Zoom, transmitido direito de um polos do Movimento dos Focolares no Brasil: a Mariápolis Ginetta, no interior de São Paulo.


O evento, online, reuniu cerca de 700 pessoas, de diversos países, principalmente da América Latina (Brasil, Argentina, Colombia, México, Bolívia, Chile, Costa Rica, Cuba, Honduras, Paraguai, República Democrática do Congo, Uruguai e Venezuela), reunindo especialistas das mais diversas áreas do conhecimento, entre políticos, pesquisadores, estudantes e interessados pelo assunto, com o principal desafio de iniciar um exercício conjunto para repensar as relações e ações públicas a partir da cogovernança.

Equipe de suporte do evento

O congresso levanta o debate em torno de um conceito que tem uma dimensão radicalmente prática e que está em construção por todos nós: a Cogovernança. Por isso, o painel de estreia teve como tema “a Cogovernança como processo de construção de fraternidade da política, a partir das cidades”, com o objetivo de explicar as bases conceituais da cogovernança e os contributos que ela pretende trazer, principalmente para a região da América Latina.

María Fernanda Revollo, que faz parte do programa regional de participação política indígena da Fundação Konrad Adenauer, além de ser Politóloga e professora de Ética, atuou como mediadora do painel. Ela iniciou a discussão com a pergunta sobre “como queremos viver” nas nossas cidades, o que, obviamente, é uma demanda coletiva, sem uma resposta única.


Porém, junto aos demais convidados, Javier Baquero - professor de políticas públicas, e Erasto Mendonça - doutor em Educação e professor da UNB, explanou que a cogovernança pode ser um horizonte de mudança para todos nós, a partir do tecer de uma rede que compõe a diversidade de atores da cidade.

Apresentadores do evento

Ambos os painelistas destacaram que a cogovernança é um desafio, especialmente no continente latino-americano, em que observamos altos níveis de desigualdade social, imposição de interesses particulares e fragilidade política. Ao mesmo tempo é uma região com experiências riquíssimas de inovação, protagonismo social e construção coletiva, como pudemos ver na apresentação das Boas Práticas.


Desse solo rico saem inspirações para a construção da fraternidade, que resgatam o sentido profundo do bem comum, da democracia e da cidadania participativa. Nesse contexto, a cogovernança se soma a esses processos, configurando um horizonte de ação coletiva e compartilhada.


Considerando as cidades como espaço concreto de cidadania, podemos dizer que todos estamos no “mesmo barco”, como sugeriu Javier Baquero. Por isso, o processo da governança nesse espaço precisa equilibrar e envolver todos os atores, para que esse “barco” possa seguir os ventos do bem comum.

Equipe de suporte técnico do evento

Após o painel e a exposição das boas práticas, durante o momento dos grupos de trabalho, os participantes puderam compartilhar suas experiências, expectativas e reflexões sobre o tema, contribuindo com a formação desse barco que estamos construindo. Na live compartilhada no Instagram do @mppubrasil, Jomery Nery comentou sobre o GT de Economia Solidária, em que diversas experiências concretas e inovadoras foram compartilhadas sobre o tema.


A seguir colocaremos algumas impressões dos participantes, compartilhadas pelo Padlet, que traduzem o que foi o nosso primeiro dia do evento! Agradecemos muito a participação de todos, que nos ajudam a construir esse processo!


"Ter uma cultura pautada na cogovernança é perceber a problemática numa perspetiva global e buscar soluções de forma coletiva".

"Poder sonhar com a igualdade de condições e a felicidade de tantos excluídos é algo fantástico e que é uma ideia que precisamos fazer acontecer, pois, não podemos ser indiferentes aos gritos desses excluídos. É necessário buscar juntos soluções, para evitarmos tantos sofrimentos causados por decisões vindas dos poderes."

"Esse congresso está despertando em nós o interesse maior pela política. Somos habituados a pensar no micro e não no macro. É exigente, pois temos que fazer escolhas."

E esse foi apenas o primeiro dia! Hoje, teremos um aprofundamento sobre as instituições públicas e a sociedade civil.


Fiquem ligados!